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2.842 poemas no acervo
Odilon Ramos
Ao reponte do sol que descamba no dia se aprochega para o arremate pelos campos e nos matos da querência no revoar da bicharada voltando ao ninho
João Batista de Oliveira Gomes
Domingo levantei cedo Meu alazão encilhei, Botei a bombacha nova Chapéu na testa tapiei,
Dimas Costa
Meu João-de-Barro arquiteto, Meu canário cantador, Meu Bentevi alcoviteiro, Meu dourado Beija-flor.
Antonio Carlos K Alencastro
Cabelos brancos Viuvez no rosto, Tanto desgosto Estampado ali.
Ubirajara Raffo Constant
Bigode branco retorcido e largo Amarelado de palheiro e tempo De ti lembro, meu avô campeiro, Cerne angiqueiro grudado a raiz;
Jayme Caetano Braun
Oficiador veterano No ritual do chimarrão Ali está, junto ao fogão, No silêncio das manhãs
Arabi Rodrigues
Voltava de uma tropeada Montado num baio ruano, Guasqueado pelo Minuano Que sopra no mês de julho.
Sérgio Seretto
O baile tava formado na beira de um capão os home beijando a canha as mulher com seus "batão"
Arabi Rodrigues
O rancho já tava cheio, Quando cheguei no fandango. Arqueava a gaita num tango Naquela noite de maio.
Iberê Machado
Sinal sete sete quatro. Marca jota-cê barrado. Meu pingo baio gateado Tapejara da fronteira.
Luís Lopes de Souza
È um mistério legendário, O atavismo silente Do chimarrão solitário.
Sebastião Teixeira Corrêa
Quem passa naquela estrada, pras bandas de Camaquã, Vê uma tribo abandonada, esquecida por Tupã... Raízes da pampa
Joao Pilati
Quando velaram o velho balseiro, Alvo, esticado, pavio de cabelo, Velas choravam na balsa de vê-lo, Pose de tronco entre lata e largueiro.
Jurema Chaves
Meu nome é......... Sou uma prenda mirim Gosto de viver assim, Cultuando a tradição
Valdorion Klein
NO RODEIO CRIOLO, A PRENDA SE INFEITA, PRA VER A LAÇADA PERFEITA, RECEBENDO A BANDEIRA,
Cândido Brasil
Barba Roxa foi mascate, de Alegrete a Santiago, legenda pampa do pago com sua barba escarlate,
Luís Lopes de Souza
Na pampa de alma selvagem Urgia clarins tronando, Era a pátria dos caudilhos Outra vez se abarbarando.
Jayme Caetano Braun
Da barranca do Oceano, onde me encontro acampado, tomando mate salgado, mais amargo que o pampeano,
Matheus Costa
Tenho a fé e tenho o barro alguns palmos sobre o chão... - Uma cruz por paradeiro; E o destino de “Barreiro"
Luiz Menezes
Nos dias negros de panelas magras Quando até a fome é canto de esperança, Olhava a estrada, cismarento e mudo... Mas era moço e a vida uma promessa.
Bruno Salvagni dos Santos
Gastando cascos surrados e suando lombos judiados, Pedro Anastácio se criou.
Mateus Neves da Fontoura
O frio que me corre a espinha percorrendo o corpo, Que me gela os ossos, o espírito e que me escarnece a alma.... É o gêmeo calafrio ... O arrepio-irmão da arritmia que me aquece a carne! Enquanto a boca me insiste em salivar as fantasiosas divagações de noite e calmaria... lembranças de um tempo que está logo ali, parece ontem!
Carlos Omar Villela Gomes
Batará, galo entonado, não floxas nem no lançante, Porque nasceste cercado por uma cepa maior; Batará, plumagem buena, um taura que se garante, Mas ninguém vê em teu semblante o que tens em sangue e suor.
Matheus Costa
Beberás n’água empoçada da chuva dos teus silêncios, as respostas milagrosas destes caminhos de estio…