Carregando poemas…Acervo
2.871 poemas no acervo
Bruno Salvagni dos Santos
Gastando cascos surrados e suando lombos judiados, Pedro Anastácio se criou.
Mateus Neves da Fontoura
O frio que me corre a espinha percorrendo o corpo, Que me gela os ossos, o espírito e que me escarnece a alma.... É o gêmeo calafrio ... O arrepio-irmão da arritmia que me aquece a carne! Enquanto a boca me insiste em salivar as fantasiosas divagações de noite e calmaria... lembranças de um tempo que está logo ali, parece ontem!
Carlos Omar Villela Gomes
Batará, galo entonado, não floxas nem no lançante, Porque nasceste cercado por uma cepa maior; Batará, plumagem buena, um taura que se garante, Mas ninguém vê em teu semblante o que tens em sangue e suor.
Matheus Costa
Beberás n’água empoçada da chuva dos teus silêncios, as respostas milagrosas destes caminhos de estio…
Paulo de Freitas Mendonça
A flor calada quer amar ao beija-flor Que plana, beija e busca outra no jardim. O passarinho quer encontrar um amor E busca alguma que lhe diga suave sim.
Derly Silva
Minha guampa de cachaça de utilidade tamanha que trago sempre comigo nas festanças de campanha.
Jurema Chaves
Sou a beleza do pampa Desabrochando com graça, Orgulho de uma raça Altaneira e varonil,
Osvaldo Machado
Contemplando a natureza vi a pampa entardecer. Pois sem a luz do saber devo crer na providência.
Maria Luiza César
Fui ao campo pra rever Minha vidente campeira A flor de um mal-me Minha fiel conselheira
Juarez Machado de Farias
Bento Gonçalves chegando na Casa do Povo, E nada de novo aqui por São Pedro, Na rua calçada, em Piratini Lá vai um guri pedalando um brinquedo.
Carlos Omar Villela Gomes
Me tira esses “zóio”, “zoiúdo”, E vai procurar teus “cupinchas”... Sou cria do oco da grota E logo rebento tua cincha;
Vítor Bielaski
- Vem gente! Pra que será? - É esporão minha filha! Me traz um carretel de linha E um retalho de tecido
Moacir D'Ávila Severo
Minha velha, pega a cuia, Vamos matear, só nós dois. A vantagem destas brigas É o perdão que vem depois.
Aureliano de Figueiredo Pinto
Pobre ... Mas livre! Gauchito no sol-a-sol, sou o que sou. Pois nem dom Pedro Segundo não pôde - o senhor de um mundo!
Xavier Valter Fritsch
Traziam um brilho nos olhos E vieram na primavera, Tempo de sóis maduros dourando aguadas, Das lonjuras esverdeadas
Cyro Gavião
Homenagem a J. Simões Lopes Neto, No centenário de seu nascimento (1965). - Patrício, repare bem.
Odilon Ramos
Vai entrando, solidão. A casa é tua. Nesta hora em que a cidade se amortalha. Não há ruído aqui, nem lá na rua; Ninguém nos ouve, nem nos atrapalha.
Antônio Augusto Ferreira
Recém na boca da noite começa meu devaneio, um banco é meu aposento, um mate e nenhuma pressa,
Márcio Nunes Corrêa
Tal uma flor colorada contra uma trança comprida, uma lâmpada vermelha mal clareia a porta estreita
Jayme Caetano Braun
Apeio para rezar Neste altar de imensidade, Um templo de liberdade Muito mais do que um altar.
Jayme Caetano Braun
A um bochincho - certa feita, Fui chegando - de curioso, Que o vicio - é que nem sarnoso, nunca pára - nem se ajeita.
João Benito Soares
Me lembrei bem faceiro Numa manhã de domingo Dei ração para o meu pingo Que tava perto do rodeio
Jayme Caetano Braun
Cinocas de todo o porte E guascas do queixo roxo. Corria o bochincho frouxo Naquela noite de Julho
João Batista de Oliveira Gomes
A tempo eles iniciaram Uma longa caminhada, Juntos pela mesma estrada Estão seguindo a passos lentos,