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2.842 poemas no acervo
Paulo de Freitas Mendonça
A flor calada quer amar ao beija-flor Que plana, beija e busca outra no jardim. O passarinho quer encontrar um amor E busca alguma que lhe diga suave sim.
Derly Silva
Minha guampa de cachaça de utilidade tamanha que trago sempre comigo nas festanças de campanha.
Jurema Chaves
Sou a beleza do pampa Desabrochando com graça, Orgulho de uma raça Altaneira e varonil,
Osvaldo Machado
Contemplando a natureza vi a pampa entardecer. Pois sem a luz do saber devo crer na providência.
Maria Luiza César
Fui ao campo pra rever Minha vidente campeira A flor de um mal-me Minha fiel conselheira
Juarez Machado de Farias
Bento Gonçalves chegando na Casa do Povo, E nada de novo aqui por São Pedro, Na rua calçada, em Piratini Lá vai um guri pedalando um brinquedo.
Carlos Omar Villela Gomes
Me tira esses “zóio”, “zoiúdo”, E vai procurar teus “cupinchas”... Sou cria do oco da grota E logo rebento tua cincha;
Vítor Bielaski
- Vem gente! Pra que será? - É esporão minha filha! Me traz um carretel de linha E um retalho de tecido
Moacir D'Ávila Severo
Minha velha, pega a cuia, Vamos matear, só nós dois. A vantagem destas brigas É o perdão que vem depois.
Aureliano de Figueiredo Pinto
Pobre ... Mas livre! Gauchito no sol-a-sol, sou o que sou. Pois nem dom Pedro Segundo não pôde - o senhor de um mundo!
Xavier Valter Fritsch
Traziam um brilho nos olhos E vieram na primavera, Tempo de sóis maduros dourando aguadas, Das lonjuras esverdeadas
Cyro Gavião
Homenagem a J. Simões Lopes Neto, No centenário de seu nascimento (1965). - Patrício, repare bem.
Odilon Ramos
Vai entrando, solidão. A casa é tua. Nesta hora em que a cidade se amortalha. Não há ruído aqui, nem lá na rua; Ninguém nos ouve, nem nos atrapalha.
Antônio Augusto Ferreira
Recém na boca da noite começa meu devaneio, um banco é meu aposento, um mate e nenhuma pressa,
Márcio Nunes Corrêa
Tal uma flor colorada contra uma trança comprida, uma lâmpada vermelha mal clareia a porta estreita
Jayme Caetano Braun
Apeio para rezar Neste altar de imensidade, Um templo de liberdade Muito mais do que um altar.
Jayme Caetano Braun
A um bochincho - certa feita, Fui chegando - de curioso, Que o vicio - é que nem sarnoso, nunca pára - nem se ajeita.
João Benito Soares
Me lembrei bem faceiro Numa manhã de domingo Dei ração para o meu pingo Que tava perto do rodeio
Jayme Caetano Braun
Cinocas de todo o porte E guascas do queixo roxo. Corria o bochincho frouxo Naquela noite de Julho
João Batista de Oliveira Gomes
A tempo eles iniciaram Uma longa caminhada, Juntos pela mesma estrada Estão seguindo a passos lentos,
Jurema Chaves
Cinqüenta anos vividos dia a dia, lado a lado tantos trabalhos passados tantas coisas pra contar
Apparício Silva Rillo
Meu boi barroso, lendário, haragano e teatino, te criaste sem destino vagando pelo rincão;
Apparício Silva Rillo
Eta, boizito matreiro esse boizito de pêlo colorado que não tem parador! Não há, que eu saiba,
Hugo Ramires
Aprumando na coxilha como um bagual que se empina, te rodeava sina-sina, tuna, abrojo e paraíso...