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2.871 poemas no acervo
Dimas Costa
Tropa de osso, gravetos, Laço de imbira ou cipó, Assim brinca o guri Mui faceiro e mui ancho,
Dara Neto
Descobri como era a infância dos avós da gente, Entre xícaras de chá e biscoitos Escutava a conversa que remetia ao passado De brincadeiras muito diferentes das de hoje,
Tatiane da Rosa Crestani
Ser o vento é como a alma perdida Sentindo de que é brisa sem o ver E ambos sabem a razão de viver Que envolve o todo sentir da vida
Jurema Chaves
Essa bruxinha de pano Que adormece em meus braços É filha da tradição A mais doce criação
Jurema Chaves
Minha bruxinha de pano, onde andarás esta hora? Não sei se te joguei fora ou se te esqueci em algum canto.
Dimas Costa
Nana filhinha Dorme meu bem Mamãe ta solita E o bicho aí vem
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
No encontro veio a proposta, um desafio na Estância, a ideia causou ressonância, não teve contraproposta.
José Machado Leal
Nesta busca de segredo, -perfume que vem na flor, fui poeta e fui cantor, num místico versejar.
Mauro Ubiratan Pereira da Rosa
Quando o outono dos meus dias anuncia que as flores rubras do meu ser se frutificaram eu te contemplo com o olhar que tinha outrora pelas chegadas e partidas do passado.
Luís Lopes de Souza
Cá na última janela o vento zomba da vida, passa uivando pesares pra uma alma em despedida...
Delonei Bergamo Picoli
Caramba, mas que tormento que está este temporal, me viro, rolo na cama, só de pensar fico mal.
Cyro Gavião
Até parece uma lenda, Mas, toda a boa fazenda Conserva, por tradição, Um guasca velho buenaço,
Carlos Omar Villela Gomes
O vento vil não me verga Nem quebra a fibra da estampa Que o lombo forte do pampa Um dia viu florescer;
João Alves Garcia
Sou um caçador de fama Lá de São José do Ouro Mato coruja de dia Daquelas que faz agouro
Jadir Oliveira
Vertente doce da serra Que habita o ventre da mata Como uma artéria de prata Jorrando o sangue da terra
Luiz Menezes
Junto à cacimba ali à beira do mato Águas de sombras do arvoredo denso, Sinto tua falta, sinto o teu contato Quando tristonho em ti querida penso.
Getúlio Abreu Mossellin
Esta cacimba enterrada No costado do barranco, E eu, guri de tamanco A minha sede matei
Dimas Costa
Cacimba de água clara, espelho da minha infância. Cacimba onde em criança tantas vezes fui bombear
Léo Ribeiro de Souza
Te bombeando, assim, dormindo, neste quarto decorado, fico horas ao teu lado te acariciando e sorrindo.
Adão Pedro Bernardes
Sou menina, sou mulher Cheia de mediunidade Encarnei Caetana Garcia Heroína de verdade.
José João Sampaio
Como eu queria Transplantar a minha mágoa Para uma humilde poça d’agua Onde a lua vem se apear.
Joseti Gomes
Francisco entrou na cozinha Esparramando os butiá Que lhe caiam do bolso. Um pé, ainda, nas botas...
Aureliano de Figueiredo Pinto
Escuro, enorme, ornamental na tarde. Plantado neste plaino entre coxilhas é um velame da nau contra o horizonte no mar alto dos campos.
Matheus Costa
Pelas estradas compridas, no tempo que ainda temos; Seguindo o passo da vida, com ela caminharemos. Pelos resquícios de antes, sobre os rastros que fazemos;