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2.870 poemas no acervo
Guilherme Collares
Sou escravo da rima... ... ela me ordena! De há muito me condenou - ainda me condena -
Luiz Menezes
Perdi a conta quantas vezes triste Fui à porteira olhar com ansiedade, Pra esse caminho por onde partiste Deixando ao vento a poeira da saudade.
Salvador Ferrando Lamberty
Ausência triste, que existe... resiste! Passa... passa... passa... desgraça! Anda... anda... desanda... desbota a lágrima que brota de um olhar.
Kayke Mello
Toda a estrada poeirenta, Cria um rascunho de imagens De se apagar com as aragens E se amansar pós tormenta.
Derly Silva
O pingo do pensamento Galopava no horizonte Saltando cercas e montes Rumo a invernada do além
Márcio Nunes Corrêa
Pois hoje eu decidi: - Já chega de desencanto! Não quero choro ou pranto que afinal eu não morri.
Antônio Augusto Ferreira
Essa sede que anda em todos de cantar os desacertos, a palavra em linhas tortas, tentando arrumar a casa;
Dara Neto
Não vejo no horizonte marcas do passado, nem ocas, nem arcos e flechas. Vejo a cinzenta e histórica batalha.
Maicon Cigolini
Faz tempo que penso nisso, Às vezes chega a latejar minha mente Confesso que preferia não pensar nessas coisas... Mas como esquecer algo que tanto me incomoda?
Vaine Darde
No campo não tem guri de rua. Não, porque o campo não tenha rua, mas porque, no campo, todo guri, por mais humilde que seja,
Jorge Lima
É um pajador miguelino Que traz o verso... essa essência No meu sangue a descendência Que não posso renegar
Wilson Araújo
Um galpão, um fogo de chão, um manojo de jujos pendurado à parede. Uma tira de couro que ganhou de um amigo, para os dias de chuva,
Lauro Antônio Corrêa Simões
Quem se fez de olhos d´água e sendeiros, Da seiva dos ilustres e dos peões. Quem se fez de fogoneadas estradeiras E de d´álvas, berros, ruflos e tropéis.
Gujo Teixeira
Esses campeiros que todo dia encilham baios em comunhões deixam na terra marcas de casco andejam campos nas cerrações
Guilherme Collares
Eu conheci esses homens, cresci com eles... Bombachas largas, botas rasgadas,
Jayme Caetano Braun
Eu penso enquanto mateio, e mateando a gente pensa, será que morreu a crença da indiada do pastoreio,
Luiz Menezes
Esta noite vou silenciosamente Meter um trago pra matar a sede; Quero canto, violão quero ouvir gente Cansei de conversar com as paredes...
Pedro Darci de Oliveira
A noite vestiu um manto nas voltas da madrugada, era a mulher mais amada que meu consciente retrata.
Loresoni Barbosa
Uma legião de centauros mete a cara na fronteira zombando a sorte dos ventos, pelo perfil da coluna
Colmar Pereira Duarte
Ao vê-las em ciclos sempre iguais, Sempre girando. Sem pressa ou pausa O tempo vai passando
Joseti Gomes
Havia na Estância do Fundão um piazito sonhador. Nascido em berço de ouro, criado com muito zelo,
Xirú Antunes
Eu não te vejo tapera, No meu olhar de interior Aceso em cada lembrança, Que moldou meu jeito manso,
Leandro Araújo
O progresso pediu passagem, Rastro de um novo transporte. Levou na mala a coragem, A alma e o braço forte.
Mateus Neves da Fontoura e Zé Renato Daudt
Escora o peso do mundo, Com ombros de imensidão... Tesoura, caibro, oitão, Telhado, quincha e morada...