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2.870 poemas no acervo
Joseti Gomes
Grades não aprisionam O soco da mão fechada Que jura amor desse jeito! No sangue quente da briga,
João Antônio Marin Hoffmann
Assim cresceram os dois, com parescença de irmãos. O branco, fez-se maestro no manuseio da pena! O mulato, mais campeiro, com precisão de doutor No manuseio da faca, fez graduação no carneio.
Athos Ronaldo Miralha da Cunha
É largo o verde da travessia, Que a cena do pampa modela, O tempo fecha a cancela, E o vento Pampeiro anuncia,
Albeni Carmo de Oliveira
Eu sempre fui gaudério E quando parava na estrada Era para alguma sesteada, Ou beber água em vertente.
Jayme Caetano Braun
Apeado junto a legenda Da tapera e do umbu Revivo em teu vulto nu Meu velho laço trançado
Marco Antônio Dutra
Cresci no meu faz de conta, Bombeando para esse homem Trazia na sua estampa E no aço bronze dos braços
Jurema Chaves
Senti o manto do céu me recobrindo E meus sonhos indeléveis pressentindo Esse reencontro de anseios libertados Os anjos a cantarem no paraíso
Salvador Ferrando Lamberty
Num paraíso de sonhos Marlene e José se amavam, toda vez que se encontravam juravam eterno amor...
Apparício Silva Rillo
As estrelas pediram, pediram um espelho pra Nosso Senhor.
Alex Brondani
Na solidão noturna da coxilha, dorme a lagoa Inundada de estrelas bailarinas celestes Envolta em brumas e ninada por grilos... Recanto de vida que reluz como espelho
João Pantaleão Gonçalves Leite
Patrício peço licença Para cantar minha terra, Fica no alto da serra Debaixo d’um céu de anil;
Sebastião Teixeira Corrêa
Os sulcos fundos das rugas São rios de águas salgadas Que a erosão do meu rosto, Formando um mar de desgosto,
José Machado Leal
Lugar de mulher é no rancho, Lavando, passando e cuidando dos filhos As vezes chorando, quando o homem não vem.
Francisney
Na fazenda coxilha rica No município de Pau Fincado Eu nasci e fui criado Sem nunca ter visto luxo
Vargas Neto
Lança dos farrapos sem medo e sem trégua, que nas três pontas dos galhos do teu ferro eras uma aemaça de morte sem remédio no punho bronzeado dos centauros,
Mauro Ubiratan Pereira da Rosa
Trago uma lança encravada Nas suplicas do meu peito E as bandeiras do eletismo Silenciam meu clamor.
Leonardo Charrua
Trago um grito Guarany Corcoveando na garganta! Sou Passado que levanta Na missioneira paisagem;
Bruno Salvagni dos Santos
Aquele 31 de agosto se faz vivo até hoje em minha memória. “Negro que é macho, vem comigo sem questionar”.
Delci Oliveira
Nos varias estendidas as mantas salgadas, coloreando as “Coqueiro” nas grandes matanças, boleadeiras ao vento, pealos, bolcadas, e tropilhas de potros vencendo as distâncias.
Adão Quevedo
Eu brincava de lanterna de vidro, com vaga-lumes. Eu embretava as estrelas
Carlos Magnus da Rosa Vivian
Aguarde minha Chinoca! Aguarde que estou chegando, só de lembrar teu sorriso as esporas tão retouçando. Ajeite os piás para o sono, deixe a porta sem tramela, que esta lua, tão bela, vai me mostrando o caminho.
Joel Capeletti
Embocaram-se as cambonas sobre as cinzas de um fogo morto. Longas noites de ébrio e solidão puseram-se como pontas de lança
Egiselda Brum Charão
Vieram em levas de gente apinhadas em naus que vagavam sobre a inquietude dos mares... Quimeras novas sonhavam
Moisés Silveira de Menezes
I Entonado num Tordilho Da cruza moura-andaluz Nena Franco vem ao tranco