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2.870 poemas no acervo
Jurema Chaves
Sou um soldado do verde Pampeano, sim, e não nego! Vou à luta não me entrego Morro queimando cartucho,
Jayme Caetano Braun
Não há, na austera imponência, Da vivência campesina Estampa mais feminina Que esse mate, flor de essência,
Valdorion Klein
Não tive campo, Nem pingo de lei, Assim Me Criei, Gauderiando pelas missões.
Jayme Caetano Braun
Meu patrício, aí foi o mate, Vá chupando, despacito, Que é triste matear solito Quando a velhice nos bate,
Marco Pollo Giordani
Que pensas, velhito, Sentado - solito, Com a cuia na mão?
Glaucus Saraiva
Quando a saudade maleva Guasqueia forte o meu lombo De supetão dou-lhe o tombo E espanto a guecha algariada,
Luiz Menezes
Era dia de festa. Na ramada, Uma cordeona derramava guinchos Que iam de encontro ao eco dos buchinchos De eras passadas de entreveros machos
Erico Pires
Matungo, guaipeca e xerenga são as relíquias do pobre, do índio que, sem ter cobre, se arranja conforme pode.
Caine Teixeira Garcia
Me arreneguei... e "rasguei a poesia"! Não era eu naquela folha... ...quiçá, meus sonhos... por entre as linhas. Eu até tentei ser tudo aquilo,
Marcos Roberto Paines Nunes
Eu pouco sei de cavalos e da lida campo a fora, Não sei mistérios de campo, nem a lua pra enfrenar. Mas essa gente grongueira, que acorda arrastando espora E faz do campo sua vida, aprendi a respeitar.
Apparício Silva Rillo
Houve um crime nesta estância. O moço perdeu um freio, foi acender uma vela pro Negro do Pastoreio.
Leo Bilac V do Carmo
Quando os índios e suas melenas Galopavam pelo pago A nossa pampa era livre O vento teu companheiro
Paulo de Freitas Mendonça
Quando estático me paro em qualquer lugar do mundo, há um silêncio profundo, um isolamento raro.
Juca Ruivo
Memória dos bardos das ramadas, dos ilhéus, — das violas Lusitanas: memória das guitarras Castelhanas, em milongas, pericons e habaneiras.
Lauro Teodoro
Ando varando as madrugadas, No silêncio do meu catre, Campeando estrelas nas rondas, Revirando a erva do mate.
Egiselda Brum Charão
Essas mulheres pampianas, das quais somos descendentes, lavraram no sangue: a cepa lusitana mesclada ao índio e a raça africana.
José Oliveira Estivalet
Quando um cochincho abre o peito por volta das quatro e pico e o sono velho se vai... Não tenho outro remédio
José Oliveira Estivalet
Sol da tarde incandescente, Braça e pico pra se pôr... Um quero-quero abre o peito Num alarido estridente,
Osmar Ranzolin
Naquele lenço encarnado Que o velho atou no pescoço Há mil histórias que o moço Não imagina sequer...
Léo Ribeiro de Souza
Repisando o próprio rastro que ficou petrificado nos lamaçais, por três dias, quando desceram as quebradas da Serra da Bananeira rumo a Conceição do Arroio.
Carlos Maurer
Memorial do mate O amargo que rompe o dia Verdeja o brilho dos olhos
Guilherme Collares
Me vi nascer, de repente, como brota um manancial que, na inconstância de um rumo, toma a forma de vertente...
Joel Capeletti
Tanto tempo depois de cargas e atropelos, não perdeu-se o eco dos ventos seculares,
Tatiane da Rosa Crestani
Nas mãos do peão, a terra pulsava, Era berço e sustento, promessa e calor. Cada sulco que a enxada traçava, Era a escrita sagrada de um povo em vigor.