Carregando poesias…Acervo
2.731 poesias no acervo
Cyro Gavião
Velha trempe esborrachada Por sobre o fogo que atiço, O teu crioulo feitiço Me tironeia e repuxa...
Jayme Caetano Braun
Velha relíquia gaúcha De pedras acolheradas, Três chinocas encapadas Que rasgando um mundo novo
Juarez Machado de Farias
O espaço para o guri Vai além dos alambrados... Não podem ser demarcados Os sonhos que guarda em si.
Rodrigo Bauer
I A escuridão abre o dossel no pago - um poncho negro sobre nós flutua!
Antonio Carlos K Alencastro
Era a rainha do céu, Na sua policromia, Baixava e logo subia Numa cadencia orquestral.
Joseti Gomes
Na casa velha e vazia não há sorrisos nem cores... Assombrações são constantes... Ausentaram-se os amantes
Waldemar Menchik Júnior
Vem dos tempos recuados, Bem antes das lamparinas, Esse ofício que a menina Aprendera co'as avós,
Getúlio Abreu Mossellin
Morreu somente a matéria, Do caudilho dos poetas. Minha alma fica inquieta, Quando no seu nome falo.
Getúlio Abreu Mossellin
Conheci este gaúcho No pago de Cachoeirinha, Que no rosto sempre tinha Um sorriso muito franco.
Luís César Soares
...José Alves da Silveira... O tabelião timbrou e deu fé! Mas os irmãos e os amigos, unânimes, acharam por bem contestar.
Sebastião Teixeira Corrêa
Quem disse que ele se foi por certo não compreende que um poeta não se vai; Apenas libera a alma pra ir buscar energia e um dia poder voltar.
Sebastião Teixeira Corrêa
Olhem a serra, e verão aquelas, Com traços de além-mares, Que plantaram povoados e pomares, E tem no corpo ainda as cicatrizes,
Sebastião Teixeira Corrêa
Nos relicários dos museus da história, Onde se perfilam os medalhões, De ouro, prata e bronze, E onde se tem a dimensão exata,
Lauro Teodoro
Quando a liberdade se enfrena E ruma um campeiro pra cidade, Que no vigor da mocidade, Vai cabresteando, “o tirão”.
Mano Terra
Silêncio! Diz o posteiro, ao pereceber que o poeta cantor se prepara para o ofício. Nem é preciso! Os kuéras ali presentes conhecem
Lauro Antônio Corrêa Simões
Um potro de naipe, sem marcas no couro, de pelagem moura, ainda orelhano... O velho, um gaúcho de adaga à cintura e esporas de prata, lavradas em ouro,
Lauro Teodoro
Rasga o silêncio da noite No sonho refresca o pranto, Os anos aclamam os açoites Na ternura em mil encantos,
Egiselda Brum Charão
I – O FLORECER DO IDIOMA Veio com as invasões dos exércitos romanos,
Bianca Bergmam
"Em nome do Pai... Do filho e do Espírito Santo. Amém." Me perdoem por favor
Colmar Pereira Duarte
São tantos os bois da tropa que vão berrando, por diante; seguindo o som do berrante e o aboio dos repontes.
Luiz Menezes
A tropa se perde espargindo searas de angústia e revolta, palpita no seio
Sebastião Teixeira Corrêa
I Quando, nas tardes, sento para o mate Dou rédeas largas aos meus versos potros, E uma saudade danada então me bate
Delonei Bergamo Picoli
Não refuga boi barroso, não te faça de lacaio. Senão encosto meu baio, e te tiro na paleta.
Iberê Machado
Madrugadita, vou de-a-cusco e de-a-cavalo Cortando campos nevoentos de umidade. Tropeio sonhos bons e, ao léu, espanto os malos Deste meu peito, parador de mil saudades.