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2.721 poesias no acervo
Lauro Teodoro
QUANDO MENINO INOCENTE APRENDI DE TUDO NA LIDA, COISAS DE BICHO E DE GENTE, PELOS TERREIROS DA VIDA.
Rodrigo Bauer
Um touro berra doído... Até parece um gemido do pago que, estremecido, pranteia os tempos que vão...
Sebastião Teixeira Corrêa
De São Borja, uma legenda, Que a mãe fronteira pariu, E que, aos poucos, dividiu, Com as pátrias do continente
José Oliveira Estivalet
Esmeralda chora o filho, Caxias chora um criado, por ela um dia adotado, uma estrela de muito brilho...
Maicon Cigolini
O tempo às vezes parece não passar... Mas engana-se quem diz Que o tempo foi o homem quem criou, Pois tempo, tempo é algo que não volta
Caine Teixeira Garcia
Voltei... ...me aguarda a tolderia de um poncho! De suas baetas escorrerão penas Que hei de colher nesta vida,
José Carlos Batista de Deus
...Vou recorrendo a invernada Oiga! Verão mormacento! Desde que não fosse norte Até me agradava um vento...
Luís Lopes de Souza
O Transcendente futuro Desprovido de exemplo Buscará nos ancestrais Inspiração para seu tempo...
Carlos Omar Villela Gomes
A noite beijou meu rosto com ar de mãe carinhosa, Desenredou sua prosa entre sussurros perdidos;
Pedro Darci de Oliveira
Na ruazinha do meu bairro Quase em frente a minha casa, As lembranças criavam asas Quando um violino tocava,
Bianca Bergmam e Carlos Omar Villela Gomes
Uma corrente chora a dor de seus fantasmas, Na dor da morte, a eternidade a lhe assombrar; Aprisionada por si mesma ela soluça Prantos ocultos pelos uivos do lugar.
Juarez Machado de Farias
Uma tropa vem ponteando na subida de uma estrada, a concertina do berro
Rodrigo Bauer e Gujo Teixeira
Dom Quixote ressonava dentro de um livro esquecido, quando acordou assustado por um estranho ruído! Uma traça devorava uma página amarela, seu destino era “traçado” e triturado por ela!
Marco Antônio Dutra
Pelas ruas da cidade Sigo ao tranquito e a esmo Vejo passar de soslaio aquele mundão de concreto
Paulo de Freitas Mendonça
Ela me surge igual a luz de cor dourada me enfeitiça tal a imagem do Jarau Ouço a voz na melodia encantada Perco os pés, rio de emoção que não dá vau
Eron Vaz Mattos
Que noite braba lá fora ... Releio versos antigos, delatores de outros tempos, nos quais a alma bordava
Vaine Darde
De tão clara, a lua cheia acordou o girassol... E a pampa enluarada Se reflete nas aguadas
Mano Terra
E lá se vem prendinha Ana, filha do Bento Ribeiro. Ribeiro da Silva, tropeiro, que veio da banda serrana
Júlio César Paim
Digamos que em primeiro lugar é preciso ter a consciência de que tudo é possível... que a vida é um eterno barco ao vento. É cada um de nós talvez seja o remo e, ao mesmo tempo, o comandante da expedição...
João Batista de Oliveira Gomes
Disseram que foi bonito Aquele dia de verão. Nascia mais um peão Aqui nos pagos do sul,
Gujo Teixeira
Encilho e aperto a cincha não muito, que a volta é curta... Meu baio sabe da lida mais da metade que sei foi no lombo desse pingo, que gaúcho me criei !
Juca Ruivo
Guitarreando a tradição crioula, o pássaro bagual de topete colorado escolheu para cancha a última forquilha do umbu esguaritado,
Jayme Caetano Braun
Umbu velho carcomido Pela inclemência dos anos De onde o pássaro vaqueano Por entre a escassa ramagem
José Larralde
Lo vi tirao, de pasada en un costado de la huella. Un perro muerto nomás que al final poco interesa Seguro toreó a un auto y cayó bajo una rueda o talves de puro sonso ni vió el peligro siquiera