Carregando poesias…Acervo
2.731 poesias no acervo
Vaine Darde
Eu não direi de ti a ausência ardente, A falta que a guitarra ainda chora, Ocaso que ficou dentro da gente Naquela noite triste sem aurora.
Egiselda Brum Charão
Nasceu lá... no Velho Mundo o carro de duas rodas cheias. Rangeu na Grécia, na China, na Índia e na Palestina...
Moisés Silveira de Menezes
Negros “maidanas” surrados sombreando cinco ventenas de tal modo distribuídos como a antever no vislumbre
Cláudio Silveira
O horizonte de um cogotilho, se moldava mansamente, a preceito...(tempranito)... Entre as folhas templadas da “Corneta” antiga,
Luís Lopes de Souza
Na areia da ampulheta germina a desilusão, se o resumo da colheita não enche a cova da mão...
João Batista de Oliveira Gomes
Hoje é dia de encontro Da peonada no galpão, Pra um trago, um chimarrão E muito verso que sai,
André Vilela
Bendita seja a noite de prazer efémero Que provoque o clímax, na dupla psicologia Fazemo-lo nostalgicamente, no piso térreo Dando som à profunda orgia
Otávio Lisboa
Talvez tenha ficado num galpão de quincha pobre… Talvez tenha sumido entre os brilhos de algum cobre. O certo é que não se acha, nem por decreto ou razão, O respeito morreu quieto, sem pedir a extrema-unção…
Roque José Oliveira
Antigamente era assim A distância e pressa Davam a cadência do passo A sabedoria dos homens
Luís Lopes de Souza
Do luzeiro incandescente sobeja só uma réstia... Esse corpo diminuto
Antônio Augusto Ferreira
Você não abra mais o seu sorriso Porque eu posso pensar que foi pra mim. Da outra vez me veio sem aviso E então o coração ficou assim.
Juliano Santos
Eu já morri tantas vezes Que já nem sei explicar. Desci à boca do inferno Para então ressuscitar.
Rodrigo Canani Medeiros
Era uma tarde de chuva num setembro de aguaceiro, quando Venâncio Fogaça pitava um palheiro grosso
Jorge Luiz da Rosa Chaves
Voltiei meu flete na rédea... e me parei contra o vento empacado no meu trono, remoendo léguas perdidas
Luís Lopes de Souza
O sol emborcou o lume na anca do horizonte, como apagando os braseiros dos fogões do universo...
Marco Antônio Dutra
Um homem que vive só sempre trilhando os caminhos, busca na sua quietude um alento pra solidão.
Rodrigo Canani Medeiros
Acordei de relancina co’as batidas do martelo me acarcando o pensamento, olhei na volta do rancho
Dimas Costa
Quem visse aquela gaúcha, naqueles tempos que os homens mais empunhavam as armas do que cuidavam do lar;
Maicon Cigolini
Longe... Tempos, Outros tempos... Recuerdos
Matheus Costa
Para os olhos da tapera - curiosos e sonolentos - quanto mais vertem lamentos, mais recorda-se o que era.
Otávio Lisboa
Benzido… corpo e raíz… Na inconstância do tempo; Eu que já chorei lamentos Pelas frestas da minha copa,
Eron Vaz Mattos
sorvi mel de lechiguanas... Junto aos sotaques dos ventos soltei o doce das rimas
Ubirajara Raffo Constant
Ali na porta do rancho, junto ao cusquito nervoso, o velho guasca orgulhoso olhava o filho partir. Também desejava ir com a mesma disposição, levando a lança na mão, p'ra se unir aos farroupilhas
Lauro Teodoro
Minha tropa chegou cansada, Lá das bandas da fronteira. Se recostou numa aguada, Bem na frente da mangueira.