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2.731 poesias no acervo
Adão Vargas Dias
Com arado ¨vira-o-ferro¨ E minha junta de bois, Vou romper grama e macega Na capoeira do ¨Repecho¨,
Jurema Chaves
O grande rodeio Coringa se ouvia na Farroupilha junto com minha família escutava emocionada
João Pantaleão Gonçalves Leite
Em dia de marcação Rodeio guapo gaúcho, Agüento firme o repuxo Na hora do tempo feio,
Edson Marcelo Spode
Tem pouca gente que sabe E bom nem dar muita cancha, Mas quando a noite se arrancha E só as estrelas tropeiam,
Lauro Antônio Corrêa Simões
Despacito, me fui enraizando, qual um pé de angico que nasceu por conta, sem nenhum olhar a bombear-lhe moço
Cyro Gavião
A volteada foi bem feita, Eis o rodeio fechado! Reponte! Todo esse gado Da invernada “Sentimento”.
Guilherme Collares
Um sol baixo – o dia lindo – reflete flecos de ouro nas carquejas da coxilha... ... e o vento da primavera
Sebastião Teixeira Corrêa e João Antônio Marin Hoffmann
Por de sol é fim de tarde. Cambona escuta calada Do braseiro o cochichado… A fumaça matizada
Sérgio Seretto
Cavalo sogueiro no aguarde busquei no ceu nazarena clareava o rancho pra vida no chão crispava a chilena
Apparício Silva Rillo
Ali nascera e vivera na velha Estância da Cruz. Filha de quem? não sabia...
Maximiliano Alves de Moraes
Prestativo igual a ele Não havia outro! Sempre pronto pra quarteadas: Rodeio, alambre, tropedas,
Apparício Silva Rillo
A Rosa que foi de muitos agora é Rosa de um só. China de casa montada na ruazinha arredada
Aureliano de Figueiredo Pinto
Então, seus olhos negros, negros, Foram das lágrimas a fonte. Seu corpo em flor de mocidade, Foi se sumindo na saudade...
Carlos Omar Villela Gomes
São nove estrelas que eu vejo deste meu apartamento... Nove estrelas que se mostram nas funduras do que penso; São estrelas de saudade, de alma e de sentimento, Me trazendo um céu de sonhos, bem maior que o próprio tempo.
Moisés Silveira de Menezes
Quem embarca em barco alheio embarca anseios e medos abarca sonhos nos braços que lançam redes no mar
Apparício Silva Rillo
Porque toda a gente chora quando devia sorrir? Só Dona Constança sabe que era hora de dormir.
Apparício Silva Rillo
Quando meu rio Uruguai, que é meu e de todo mundo, dava curso e dava fundo a buques de vigilância
Sebastião Teixeira Corrêa
Dona moça foi-se embora, do campo para a cidade, Dona moça agora chora o preço da vaidade, Quis ter vida de princesa, ser moderna, andar na moda, Quis conhecer a nobreza, circular na alta roda.
Marco Antônio Dutra
Quando o sol se alça de golpe para o crepitar da manhã, abre as janelas da vida buscando sonhos eternos
Colmar Pereira Duarte
Como rugas na testa da coxilha, vão-se estendendo as huellas paralelas. Ocultando, entre cardos e flexilha, o que a vida escreveu
Eron Vaz Mattos
Nem sei se lembro direito, o jeito que era meu pago! A distância planta ausências pelas estradas compridas,
Apparício Silva Rillo
(À sua memória) Sempre que paro rodeio no meu baú de memórias, de lá reponto a história
Paulo Edson Paim
Repontava mil silêncios... Dia a dia, mate a mate, Pois desejava matar A cada gole de amargo,
Paulo Ricardo Costa
A noite traz seus encantos... Vestida em ponchos de luz, E a um par de olhos, seduz... Tisnado a prata de um manto...